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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O Vale das Luas está localizado no entorno do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, na Serra do Boné, localidade rural de Estouros, município de Araponga, MG. Situado a 1290m de altitude, na divisa com o parque, na base do Pico do Boné.
O acesso ao Vale das Luas é feito seguindo pela BR 120, entrando no trevo para São Miguel do Anta, próximo a cidade de Viçosa. Após o trevo, estão as localidades de São José do Triunfo, Cachoeira de Santa Cruz, o município de Canaã e o município Araponga.


Serra do Brigadeiro

A Serra do Brigadeiro é um dos últimos redutos da Mata Atlântica em Minas Gerais e, talvez, o mais importante. Em reunião de pesquisadores que avaliou o estado atual da biodiversidade em Minas, o parque foi considerado uma "zona azul", isto é, sua preservação deve ter prioridade máxima. A importância da Serra do Brigadeiro se explica pela riqueza de sua fauna e flora: ocorrem ali diversas espécies endêmicas (que existem apenas naquela região) e ameaçadas de extinção.
A Serra do Brigadeiro ergue-se na Zona da Mata mineira, no sudeste do estado, a 330 km de Belo Horizonte, O parque cobre uma área de 13.210 ha, definida por lei de 1995. Toda essa superfície ultrapassa os 1.000 m de altitude. Seu ponto culminante, o Pico do Soares, atinge 1.980 m, o ponto mais visitado pelos turistas é o Pico do Boné que atinge 1.870 m. "A Serra do Brigadeiro é um dos poucos fragmentos contínuos da Mata Atlântica em Minas", estima-se que 40% de sua área sejam de vegetação primitiva.

Esse índice, que pode ser considerado alto, se explica pela densidade da cobertura florestal da serra e por suas características topográficas: relevo acidentado e ocorrência de grotões e vales abruptos. A dificuldade de acesso à região teria mantido a serra do brigadeiro ao abrigo da devastação humana. Contribuiu também para isso o clima da serra tropical de altitude que, úmido durante todo o ano, previne queimadas. O clima é responsável pela neblina recorrente que cobre área e pelas temperaturas inferiores a 0ºC verificadas durante o inverno.A impenetrabilidade da mata pode justificar que ocorram ali animais já extintos em outras regiões. O principal deles é o muriqui ou monocarvoeiro (Brachyteles arachnoides), o maior primata das Américas e um dos símbolos da luta pela conservação da biodiversidade na Mata Atlântica. Dois diferentes grupos de muriquis já foram identificados no parque. Estima-se que o parque abrigue cerca de 200 indivíduos. No passado, esse número pode ter chegado à casa das centenas. Ainda assim, pesquisadores acreditam que se trata de uma das maiores populações emergentes desse primata em Minas Gerais.A ocorrência de monocarvoeiros na Serra do Brigadeiro foi constatada em 1987 e, desde então, os esforços dos pesquisadores têm se voltado para a sua preservação. No entanto, outras espécies não tiveram a mesma sorte: "As antas e onças-pintadas, por exemplo, chegaram perto da extinsao por volta de 1950". Além dos monos, o barbado, o sauá, o caititu, o veado-mateiro, o tucano-de-peito-amarelo, o gavião-pega-macaco e certas espécies de beija-flor são alguns dos animais raros ou ameaçados de extinção existentes no parque.